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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A safadeza é pura e insaciável
Está na mente e penetrada no coração
Uma beleza incomparável
seu corpo cheio de curvas se assemelha a ondas de um mar inquieto
porém, acalma meu pequeno coração
Um sorriso penetrante,um coração puro, porém uma mente maliciosa
Sua presença alegra o ambiente assim como meu dia,
nunca pode dizer que ficar ao lado dela é perda de tempo
Pois o único tempo que se perde é aquele que deixa de dar atenção e carinho
Uma moça quase perfeita,
quase pelo fato de não ter me dado um simples beijo
Um simples beijo para ela,
mas para mim,
um grande desejo realizado.

Murilo Zago

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Tapa

Meus ouvidos ouviram
meus olhos viram
 o impulso se propaga
 em meu cérebro uma pancada
 uma resposta involuntária
chega em minha mão autoritária
feixes musculares se contraem
alguns neurotransmissores agem
isso em menos de um segundo
em minha mente quase o mundo
então ela simplesmente para
foi um tapa em sua cara

Luci Passos

sábado, 2 de setembro de 2017

Agora Sentado


Sentado em um banco gelado 
Relembro momentos tristonhos 
Penso nos dias terríveis 
Sonho um futuro difícil 
Quase caído sobre a mesa 
Paisagens medonhas aparecem 
A luz no fim do túnel é invisível 
A queda é inevitável 
A batida é dolorosa 
E a dor, insuportável 
Deitado encolhido em um canto 
Vejo o final aparente 
Ouço um choro bem baixo 
Grito, chamando, chorando também 
Chamando uma vida de volta 
Implorando o fim do caos 
O caos que está dentro de mim 
E ninguém viu! 

Luci Passos

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Bobagens

É muito engraçado
piada sem graça
É muito chato
palhaço de circo
É muito legal
brincar de bater
É muito entediante
só sobreviver
Não saio de casa
porque tem ladrão
Não ligo a TV
porque tem novela
Não bebo, não fumo
porque me faz mal
Não vivo como gosto
porque te faz mal
Então porque vivo?
- Não faz essa pergunta, menino!
Larga de besteira e vai decorar a matéria!

Luci Passos

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Deito a cabeça em meu travesseiro

Deito a cabeça em meu travesseiro,
em pleno conforto após me fartar
acordo em um pesadelo indigesto,
manchado de fome e terror popular.

Aqui faz frio, estou tremendo de medo,
tem lixo e esgoto por onde olhar,
tento sair mas uma barreira me impede,
pedindo a moeda que não tenho para dar.

vejo a criança que almeja ler,
mas já que não pode, começa vender,
a branca do branco que pode pagar,
a maldita moeda que comanda o lugar.

A bala perdida que dança na noite,
no peito do pobre a se alojar,
quem me dera ela descesse o morro,
e ao invés de sonhos, a ganância matar.

Joana Arco e Flecha


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vestibular

Um ano
Inteiro
Reduzido
Espremido
Em mera repetição de conceitos
Em um bocado de vagas
Em grandes celas
Disfarçadas de portas de entrada
Vestibular
Nessa selva de pedra
Onde quem não pisa firme escorrega
Não nos querem altivos
Criativos
Somos meros papagaios
Em um mundo doentio

Mariah Forti

terça-feira, 27 de junho de 2017

Lugar Comum

Tento desesperada
Achar uma solução
E ela não vem...
Todo dia é igual
Com ligeiras modificações
para fingir que é diferente
Pouco importa!!!
Sinto um arrepio por todo o corpo
Não sei o que quer dizer
Sei o que procuro
Mas não acho.
Vai ver o arrepio é só frio
Vai ver eu já achei,
mas prefiro continuar procurando
Vai ver eu gosto mesmo é de sofrer
A tristeza é um lugar comum
É fácil escrever a tristeza
É fácil exaltar a dor
É fácil sentir-me só
A solidão é uma ilusão,
O desespero, o meu passatempo,
O choro fingimento.
Ninguém tem nada haver com isso!
Sou eu comigo mesma
Eu... lugar comum

Luci Passos

sábado, 24 de junho de 2017

A arte de um assassino

Uma noite perfeita,
de brilhante lua cheia,
a brisa da mais fina garoa,
que paira pelo ar.

Não é de me espantar,
que na mais singela noite,
a podridão que me afaga
comece a ansiar.

E nessa ânsia de desejo,
quem eu vejo ao meu lado,
são desejos labiados,
que preciso saciar.

Pela ânsia convencido,
na solidão me preparando,
no meu palco estou entrando,
nova obra estrear.

Novamente entro em cena,
um tiro seco na cabeça,
verdadeira obra prima
quem com sangue assinei.

Com minha sede saciada,
nova obra assinada,
no meu palco de espetáculos,
outro cadáver eu deixei.

Joana Arco e Flecha 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Escutem as vozes

Escutem as vozes
 Que gritam
 Que urram
 No silêncio
 Por amor
 Escutem o motor dos carros
 Todos tão caros
 Quem os tem não teme nenhum dissabor
 Escutem nas vielas
 Nos escombros das favelas
 O canto dos sofredores
 Escutem o silêncio dos rios
 Na cidade grande
 Escutem o barulho da vida
 Na mata gigante
 Escutem
 É um pedido
 Porque se ninguém escutar
 Logo nós
 Não seremos ouvidos
 Escutem as mães
 Que choram
 Que vibram
 Pela justiça dos seus filhos perdidos
 Que não viram outro caminho
 Se não se perder
 Escutem os sábios
 Que dizem
 Que clamam
 Exigem
 Justiça
 Pro amor prevalecer
 Pro amor vencer
Escutem e por fim digam
 Coloquem um fim nessa dor
 Vamos todos unidos
 Em prol de um único fervor
 Dançar com as balas
 Que vem nos ferir
 Emocionar com as falas
De nós pra nós
 Por aqui
 É tempo de luta
 É tempo de força
 É tempo de união
 Escutem as massas
 Pedindo revolução!

Mariáh Forti

quinta-feira, 25 de maio de 2017

As palavras que voam com o vento

As palavras que voam com o vento, 
Resquícios de profundo pensamentos, 
Que interagindo através do tempo 
Estimularam a união. 

 Se tornam tesouro, até sagrado 
Guardado a sete chaves no fundo do mar, 
Esse envolto em magia estranha, 
Pedindo sobrenome pra quem quer mergulhar. 

 Quando a ganância nele escorre, 
O consome e tira a vida, 
Manipula quem alcança
 O demônio da mentira 

 A mais potente arma criada,
 Quem atinge, cega e surda 
Genocídio de caráter 
Mas quem não vê, nunca retruca.

 E as palavras que me escorrem hoje,
 Seriam lágrimas ou indignação? 
Ver a potencial cura do homem 
Escravizando um outro irmão.

Joana Arco e Flecha

quarta-feira, 24 de maio de 2017

...Vai tá quente

Sou fruto do quê? 
Do meio, 
do gene, 
da mãe, 
da mídia, 
de Deus? 
Sou feito do quê? 
De células, 
de átomos, 
de água, 
de informação, 
de costela de Adão? 
Para onde vou? 
Para a terra, 
para o pó, 
para o chão, 
para a TV, 
para o inferno? 
Não importa! 
Mas por via das dúvidas...
 ...vou levar bronzeador... 

Luci Passos

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O antagonismo de um laço



A vida é cheia de laços, 
mas devido a tantos fracassos
talvez seja com outro laço
a quem ela um fim vou dar.

  me cansei de escutar, 
se cair, levante!
impossível nesse instante, 
não há mais forcas pra lutar.

Estou apenas a um passo,
deste fardo libertar
com meu laço apertado, 
minha amante desfrutar. 

Desta vida moribunda
 me sinto esvaziado,
a Dona Morte já esta vindo,
minha amante vem sorrindo, ela vem me libertar.


Joana Arco e Flecha

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